quarta-feira, 27 de julho de 2011

O Casamento

Eu e a Cibele nos casamos na sexta-feira, dia 15.

Apesar do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo não ser aceito AINDA no Brasil, fazer a escritura de União Estável foi um passo muito grande nas nossas vidas. Me senti realmente casando, somos responsáveis uma pela outra, mediante o querer das duas.

O tratamento no cartório foi o melhor de todos. Optamos por não faze-lo em Suzano e imediações por conta do medo de tornar esse momento um trauma; não queríamos, de forma alguma, sofrer nenhum tipo de preconceito ao chegar no cartório. Optamos pelo 26o. Tabelião de Notas, na Praça João Mendes, em SP. Lá, o tabelião já realiza esse tipo de contrato há 7 anos, por entender a necessidade de duas pessoas que se amam garantir seus direitos e deveres, já que elas já estão juntas há tempos.

Ganhamos até bem-casados e champangne. Chiquérrimo.

Hoje, eu e a Cibele somos casadas e responsáveis uma pela outra, como se fosse no civil mesmo. E aguardamos apenas as coisas ficarem mais claras para pedirmos a conversão em casamento civil e adotar o nome uma da outra.

Domingo, vamos dar um almoço aos amigos mais próximos e a nossa família.

Família essa que não para de nos surpreender, para o bem e para o mal. O que mais me destrói por dentro é saber que, certas atitudes, vem de quem mais te conhece, de quem vc mais confia, de quem vc mais ama. Casar e não ter seus pais por perto é uma dor que poucas pessoas vão passar.

Se minha vida fosse um filme, domingo, durante a cerimônia, meu pai apareceria, me abraçaria e diria: 'está tudo acabado, eu estou bem, vamos ficar juntos de novo'. Mas nem sempre a vida é feita de finais completamente felizes.

Um comentário:

  1. cara, eu torço de verdade na segunda-feira ler aqui que seu pai apareceu e te deu esse abraço. :)

    e parabéns pelo casório!

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