Eu e a Cibele nos casamos na sexta-feira, dia 15.
Apesar do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo não ser aceito AINDA no Brasil, fazer a escritura de União Estável foi um passo muito grande nas nossas vidas. Me senti realmente casando, somos responsáveis uma pela outra, mediante o querer das duas.
O tratamento no cartório foi o melhor de todos. Optamos por não faze-lo em Suzano e imediações por conta do medo de tornar esse momento um trauma; não queríamos, de forma alguma, sofrer nenhum tipo de preconceito ao chegar no cartório. Optamos pelo 26o. Tabelião de Notas, na Praça João Mendes, em SP. Lá, o tabelião já realiza esse tipo de contrato há 7 anos, por entender a necessidade de duas pessoas que se amam garantir seus direitos e deveres, já que elas já estão juntas há tempos.
Ganhamos até bem-casados e champangne. Chiquérrimo.
Hoje, eu e a Cibele somos casadas e responsáveis uma pela outra, como se fosse no civil mesmo. E aguardamos apenas as coisas ficarem mais claras para pedirmos a conversão em casamento civil e adotar o nome uma da outra.
Domingo, vamos dar um almoço aos amigos mais próximos e a nossa família.
Família essa que não para de nos surpreender, para o bem e para o mal. O que mais me destrói por dentro é saber que, certas atitudes, vem de quem mais te conhece, de quem vc mais confia, de quem vc mais ama. Casar e não ter seus pais por perto é uma dor que poucas pessoas vão passar.
Se minha vida fosse um filme, domingo, durante a cerimônia, meu pai apareceria, me abraçaria e diria: 'está tudo acabado, eu estou bem, vamos ficar juntos de novo'. Mas nem sempre a vida é feita de finais completamente felizes.
cara, eu torço de verdade na segunda-feira ler aqui que seu pai apareceu e te deu esse abraço. :)
ResponderExcluire parabéns pelo casório!