sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Milagres

E eis que eu estava saindo da feirinha de artesanato da Av. Beira Mar, em Fortaleza, e meu telefone toca.

Era o celular da minha mãe.

Ao atender, minha mãe, com voz embargada, pediu que esperasse e quem pegou o telefone foi meu pai.

Ele estava chorando muito e disse que me amava.

E que me amava.

Me amava.

E eu só respondi: também, pai.

Quando desliguei o telefone, chorei, no meio da Beira Mar, na frente do taxista que me levaria de volta ao hotel.

Tuane Vieira

2 comentários: